quarta-feira, 1 de maio de 2013

Padre Beto, excomungado por "defender a homossexuais", recebe petição favorável no site Avaaz



Excomunhão

O padre Roberto Francisco Daniel, que até no sobrenome carrega o nome do novo papa, é o mais novo ex-padre brasileito. Motivo? Suas opiniões sobre a homossexualidade, que foram vistas por muitos como imcompatíveis com as doutrinas da igreja católica.

O agora ex-padre não poderá mais ministrar em nome da igreja, em outras palavras, está demitido. O clérigo ainda é sacerdote até que o Vaticano aprove sua excomunhão.

Motivo

O "inferno" astral do padre começou quando, em uma entrevista, afirmou que pode existir amor em relações bissexuais, que existe fidelidade em relacionamentos extraconjudais contanto que aceitos pelo cônjuge e disse defender mudanças na Igreja para a instituição não cometer o pecado de não saber amar o próximo.

As declarações fizeram com que um Bispo exigisse a retratação de Beto, que negou e manteve o que disse. Beto ainda confessou que teria sido conduzido a uma sala na presença de um conselho, onde teria ficado na condição de réu e recebeu a sentença.

Declarações

Em entrevista ao Globo, o padre ainda disse que a igreja é homofóbica e não tolera a reflexão. O padre enfatiza que não trocará de religião. Foi aberta no site Avaaz uma petição - adivinha? - a favor do padre.

Reincidência

Esse último evento teria sido a gota d'água para o Bispo Caetano, que não teria abdicado da paciência para lidar com Beto, que repetidas vezes teria causado desconforto a cúpula da igreja de Bauru no passado.

Definição

A excomunhão é a censura à comunhão com a igreja. Pode ser dada a homens ou grupos. É um direito legítimo da igreja e é dada a um batizado que discorda com os dogmas da igreja. O excomungado pode retornar, mas para isso precisa se arrepender.

Notoriedade

Agora o padre Beto é o novo paladino religioso da diversidade sexual. Sua excomunhão não poderia ajudar mais sua visibilidade. Beto não descarta um possível engajamento político e afirma não ser economicamente dependente da igreja.

Caso venha a se arrepender, pode até ser reintegrado como fiel, mas dificilmente voltará ao seu ofício clerical. Ele também não rebecerá nenhuma indenização.

Comento:

Todos adoram dar pitaco na igreja dos outros. Eu não. Não sou católico e o que é feito dentro da igreja pouco me interessa. Do mesmo jeito que atuo sem me preocupar com o que católicos pensam, eles, católicos no exercício de suas fés, devem atuar sem se preocupar com o que penso. Logo, eles tem o direito de fazer o que quiserem e não devem dar satisfação a ninguém senão seu deus.

Quanto ao padre, concordo com a postura dele em muitos pontos. Acredito que os homossexuais sentem amor e acho que, mesmo sendo pecadores como todos os outros, não devem sofrer qualquer tipo de preconceito na igreja.

Amar o homossexual é um mandamento, condenar suas práticas é um dever (de quem crê que é pecado). O fato de alguém ser pecador não deve ser impedimento para o exercício da fé.

Já que a igreja tolera fornicadores em suas fileiras, por que não estender tal tolerância aos gays? Os gays devem ser tratados com respeito e aqueles que não quiserem ou conseguirem largar suas práticas devem ser amados como todos os demais. ( Leiam Eunuco por amor ao Reino de Deus)

O padre Beto sabia onde estava entrando quando virou padre. Não pode se fazer de vítima. Não foi excomungado por defender homossexuais, ele foi excomungado porque recusa a concepção de família da igreja e declarou seu direito de questionar a mesma, mesmo fazendo parte dela.

A imprensa adora demonizar a igreja e santificar seus dissidentes como se fossem perseguidos. Ninguém é forçado a ser católico, mas os que escolhem ser não devem ser considerados heróis apenas por discordarem da instituição a qual juraram fidelidade. Como já sabemos, incentivar a desobediência pode ou não ser um ato de má-fé.

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